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Golpe usa reportagem falsa e voz clonada por IA pra vender "iPhone por R$ 177"

Por Rian Gabriel, responsável pelo marketing da Thiago Imports

Resumo

  • Golpe usa reportagem falsificada e voz de celebridade clonada por IA prometendo iPhone por R$ 177.
  • O vídeo leva a um site falso que copia o visual de uma loja oficial da Apple.
  • A vítima é levada a preencher dado pessoal e bancário pra uma compra que nunca é enviada.
  • A Apple não tem, e nunca teve, nenhuma promoção real com esse valor.

Um golpe identificado pela agência de checagem Aos Fatos está usando um vídeo com reportagem falsificada e voz de celebridade clonada por inteligência artificial pra tentar vender iPhone por R$ 177. É golpe do início ao fim: não existe, nem nunca existiu, promoção real da Apple com esse valor.

Como o golpe funciona

O vídeo editado simula uma reportagem de um grande veículo de imprensa, afirmando (falsamente) que a Apple foi obrigada pela Justiça brasileira a vender iPhone por esse preço. Pra dar credibilidade, o golpe usa voz clonada por IA de uma personalidade conhecida, técnica que segundo a Aos Fatos já foi usada em golpes parecidos com outras celebridades, prometendo eletrônico ou outro produto por preço muito abaixo do mercado.

Quem clica no botão do vídeo é levado a um site que copia o visual de uma loja oficial da Apple (a iPlace), com formulário pedindo dado pessoal e bancário pra "finalizar a compra". O pedido, claro, nunca é enviado, e a vítima só entrega informação sensível a golpistas.

Terminal de pagamento por cartão, ilustrando a entrega de dado financeiro em uma compra
Foto: Raimond Spekking, CC BY-SA 4.0

Como reconhecer esse tipo de golpe

Alguns sinais ajudam a identificar antes de cair: preço absurdamente abaixo do mercado pra um produto caro é sempre suspeito; reportagem que só existe dentro de um vídeo de rede social, sem aparecer no site oficial do veículo citado, não é confiável; e nenhuma loja séria pede dado bancário completo antes de confirmar disponibilidade do produto. Na dúvida, o caminho mais seguro é buscar o produto direto no site oficial da marca ou em loja física de procedência conhecida, nunca pelo link que aparece no anúncio.

Fonte: Aos Fatos.

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