
Governo reajusta imposto sobre eletrônicos importados, entenda o que muda
Quem compra celular, notebook ou qualquer outro eletrônico direto de fora do Brasil (seja num site internacional, seja trazendo de viagem) precisa ficar de olho numa mudança recente: o imposto sobre itens de informática e smartphones importados pode chegar a até 25% sobre o valor do produto.
Antes de explicar os números, vale entender dois termos que aparecem toda hora nesse assunto. Imposto de Importação é a taxa federal cobrada só por o produto vir de outro país. ICMS é um imposto estadual que existe em qualquer venda, nacional ou importada, e a alíquota muda de estado pra estado.
Como fica a conta na prática
Pra compras de pessoa física até US$ 50 (cerca de R$ 270), a alíquota federal é de 20%. Entre US$ 50,01 e US$ 3.000, sobe pra 60%, com um desconto fixo de US$ 20 no cálculo. Itens de informática e smartphones especificamente podem chegar a 25% de imposto de importação, e por cima disso ainda entra o ICMS do estado, que varia entre 17% e 20%.
Ou seja: um celular de US$ 1.000 comprado direto de fora pode custar bem mais que os US$ 1.000 anunciados, depois de somar os dois impostos, o frete internacional e, em muitos casos, uma taxa de despacho aduaneiro (o processo de liberar o produto na alfândega).
Por que isso pega gente de surpresa
A maior parte desse valor não aparece no preço mostrado no site estrangeiro no momento da compra. Ele chega depois, na hora de retirar o produto nos Correios ou na transportadora, como uma cobrança extra que muita gente não esperava. É diferente de comprar de uma loja que já opera no Brasil com nota fiscal, onde todo esse custo já está embutido no preço anunciado, sem surpresa na entrega.