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Policial da PCDF examina caixas de iPhone apreendidas na operação contra a loja falsa de celulares
Foto: PCDF/Divulgação
Mercado de importados

Casal é preso em Brasília por golpe com loja falsa de celulares

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, no dia 14 de agosto, um casal suspeito de aplicar golpes vendendo celulares que nunca chegavam ao comprador. A ação, batizada de Operação Reflexo, foi conduzida pela 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural) depois de vítimas em Brasília e outros estados denunciarem o esquema.

Viatura da PCDF em ação em Brasília
Foto: PCDF/Divulgação

Segundo a investigação, a dupla criava perfis falsos que copiavam a identidade visual de uma loja de celulares conhecida, e negociava a venda normalmente até receber o pagamento, quase sempre por Pix. Depois de receber o dinheiro, os suspeitos paravam de responder e bloqueavam a vítima nos canais usados na negociação. O aparelho, claro, nunca saía do lugar.

Uma "loja" só pra tirar foto

O detalhe mais chamativo do esquema é a estrutura montada especialmente pra enganar: a dupla teria criado uma espécie de cenário de loja dentro de um imóvel, só pra fotografar e filmar celulares, caixas e embalagens com aparência profissional. Esse material era usado nas conversas com as vítimas, dando a impressão de que existia estoque de verdade por trás do anúncio.

A polícia apreendeu aparelhos eletrônicos, caixas e embalagens usadas nas fotos, além de bloquear cerca de R$ 20 mil em ativos financeiros da dupla. Um dos suspeitos, um homem de 25 anos, já respondia a um processo parecido no Rio Grande do Sul; a mulher, de 22 anos, cursava o 7º semestre de Direito e, segundo a investigação, chegou a manter uma postura pública de combate a golpes virtuais nas redes sociais enquanto era investigada por aplicar o próprio golpe.

Como se proteger

O golpe se apoia inteiramente em aparência de legitimidade: foto bonita, resposta rápida, perfil que parece profissional. Nenhuma dessas coisas garante que o produto existe de verdade. Antes de pagar, vale desconfiar de preço bem abaixo do mercado, pedir nota fiscal, e preferir sempre uma loja física com endereço fixo e CNPJ verificável, em vez de fechar negócio só pelo WhatsApp ou pelas redes sociais com um perfil desconhecido.

Os investigados responderão por estelionato eletrônico (artigo 171, parágrafo 2º-A do Código Penal), com pena prevista de 4 a 8 anos de prisão, além de multa.

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