
Imposto de importação de eletrônicos chega a 25% desde março de 2026
Por Rian Gabriel, responsável pelo marketing da Thiago Imports
Resumo
- Resolução do governo federal elevou o imposto de importação de cerca de 1 mil produtos eletrônicos.
- Alíquotas variam de 7,2% a 25%, com parte já em vigor desde fevereiro/março de 2026.
- Smartphone teve alíquota subindo de 16% para 20% num dos ajustes.
- Objetivo declarado pelo governo: conter a importação e proteger a indústria nacional.
Desde o início de 2026, o governo federal elevou o imposto de importação de cerca de mil produtos eletrônicos, entre eles smartphone, computador e equipamento de telecomunicação, por meio de uma resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex). As novas alíquotas variam de 7,2% a 25%, e parte dos reajustes já estava em vigor em fevereiro, com o restante entrando em vigor a partir de 1º de março.

Por que o governo fez isso
Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo declarado é combater práticas desleais de comércio e conter o avanço das importações, protegendo a indústria que fabrica esses produtos no Brasil. A estimativa do próprio governo é de um impacto de R$ 14 bilhões na arrecadação federal em 2026 só com esse aumento de alíquota.
| Antes | Depois (2026) |
|---|---|
| 16% | 20% |
A Associação Brasileira dos Importadores (ABIMP) criticou a medida, apontando que o aumento de alíquota é repassado diretamente ao preço final pago pelo consumidor e também eleva o custo de produção de empresas que dependem de peça ou componente importado.
O que isso muda pra quem compra celular
Esse imposto incide sobre qualquer importação, seja de empresa (que compra em lote pra revender) ou de pessoa física tentando trazer um aparelho sozinha (encomenda internacional, bagagem de viagem acima do limite de isenção, compra em site estrangeiro). Quanto maior o imposto, menor a vantagem de tentar importar por conta própria, e maior o risco de cair em oferta suspeita de quem promete "driblar" a taxação, geralmente ligada a aparelho sem nota fiscal, sem garantia ou de procedência duvidosa.
Comprar de loja física estabelecida no Brasil, com nota fiscal e garantia formal, já embute esse custo tributário no preço final e elimina o risco de o produto ser retido na alfândega ou chegar sem suporte técnico depois.
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